Pokemon Go pode revolucionar indústria de viagens

Trabalha com Turismo e não conhece o Pokemon Go? Então está na hora de aprender e entender como o novo jogo da franquia, desenvolvido pela Niantic e distribuído pela Nintendo, pode refletir no modo de viajar dos fãs e das famílias dos fãs. Nos Estados Unidos, o jogo superou os usuários do Tinder e já é mais utilizado que o Whatsapp ou o Instagram. A expectativa é que o fenômeno tenha mais adeptos que o Twitter até o fim desta semana no país. Detalhe: o Pokemon Go foi lançado há sete dias.

O QUE É

O game convida as pessoas a caçarem pokémons em lugares reais com a ajuda do celular. A partir do sistema GPS de cada dispositivo, os jogadores podem encontrar os monstrinhos na rua de casa, no bar com os amigos e até no trabalho. Recentemente, eles foram capturados em delegacias e hospitais!

O Pokemon Go é baseado no conceito de realidade aumentada. A mídia combina o mundo real com elementos virtuais e, neste jogo, permite que os jogadores joguem ao compasso de seus movimentos. Para os críticos, os laboratórios da Niantic foram os primeiros a acertar em cheio na fórmula da realidade aumentada – também utilizada nos filtros do Snapchat.

E O TURISMO, ONDE FICA?

Para o fundador da All The Rooms, William Beckler, o Pokemon Go pode causar uma verdadeira “revolução” no comportamento dos viajantes. A afirmação de Beckler tem a ver com duas características do jogo e dos próprios jogadores. A primeira é que, em breve, os usuários sentirão necessidade e curiosidade em caçar personagens virtuais em outros locais. Já a segunda lembra uma funcionalidade que ainda não citamos, o “pokestops”.

Além de rastrear pokémons em espaços públicos, os fãs podem procurá-los em espaços físicos que oferecem recompensas para os treinadores. Donos de espaços no mundo real podem, por exemplo, pagar aproximadamente US$ 1,19 à Nintendo para ser um “Pokestops” durante uma hora e atrair milhares de fãs ao mesmo tempo.

“A indústria sempre foi influenciada pelas novas tecnologias de aviões, trens, automóveis e do universo on-line”, destacou Beckler, relembrando o nascimento das OTAs e do Airbnb. “O que torna o Pokemon Go diferente dos seus antecessores é que ele não criou um mundo virtual isolado do mundo real, pelo contrário, ele sobrepôs os mundos, e o fez excepcionalmente bem”.

Beckler já viu pessoas passeando pelo Central Park ou pela Times Square, em Nova York, para, simplesmente, aumentar a coleção de pokémons. “Quem sabe, com o passar do tempo, as pessoas não começam a visitar lugares que até então não tinham tanta graça por conta da realidade aumentada”.

Embora seja “pouco provável” viagens de longas distancias motivadas somente pelo Pokemon Go, o diretor da All The Rooms assegura que já existem profissionais de olho na realidade aumentada para convencer pessoas a viajar. “Como sempre, o mais rápido a se adaptar, se beneficiará mais rápido”, alertou.

CURIOSIDADES

Um neozelandês já contrariou Beckler. Segundo o site Newshub, o jovem Tom Currie (24) pediu demissão do emprego para ir atrás de pokémons. Currie quer viajar o mundo em busca das criaturas e lotar o seu “time”, que ostenta 700 criaturas.

“Reservei um ônibus para fazer todo o caminho e espero encontrar alguns exemplares incríveis pelo caminho. O jogo mantém um registro de quão longe você vai e, até agora, andei cerca de 50 quilômetros”, contou o colecionador.

Ainda não há previsão para o game desembarcar no Brasil. Por isso, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, decidiu se engajar e fazer um apelo para a chegada dos personagens a tempo dos Jogos Olímpicos. “Alô, Nintendo! Faltam 23 dias para as Olimpíadas Rio 2016. O mundo todo tá vindo pra cá. Venha também! #‎CidadeOlímpica #‎Rio2016 #‎PokemonGoNoBrasil”, escreveu Paes nas redes sociais.

Com informações da Pan Rotas – Roberta Queiroz

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